sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Hoje estou feliz encontrei um Amigo, perdido no Tempo mas no mesmo trilho. partilhei olhares, partilhei um abraço partilhei os medos e tanto cansaço O que ele me deu fez-me renascer nos olhos a Luz na Alma o querer. luta e não te esqueças de voltar aqui pela Amizade, por mim e por ti. Luta e não te esqueças, pisa este chão1mostra a tua garra, não peças perdão. A Amizade não se nega, a Amizade é entrega A Amizade não corre, não tem passo... só acontece no espaço livre de um abraço. Disse-lhe: " tão simples, não me julgues, sou mais do que tu vês...tanta máscara, tanta imperfeição", Disse-me :" tão simples, não te julgo, dá-me a tua mão". Aida 2010

domingo, 18 de novembro de 2012

Dias de Sol

  Dias de Sol abrem veredas em campos minados por interrogações... Marcam destinos no indefinido pelo concerto de amenos raios... Transportam o sentir de novo para o espaço de um intuitivo Ser que se escondia receando perder- se... Dias de Sol, onde a solidão sai da sombra e se assume como parte de nós, aceitando que tudo é feito de pureza e impurezas como os mais belos berlindes...



Aida 


segunda-feira, 12 de novembro de 2012

A noite

  A noite...



A noite mascara impaciências, o fervor de vontades próprias submissas às regras do dia. Interrogo- me onde ficou a crença de um espaço Ser diferente, onde o espírito gratuitamente se dá sem bloqueios. Que pesos são estes que anulam ou constragem? Nunca deveriam anular! Na verdade não anulam porque o corpo assim me prova... Impaciência, tremo... tremo até chegar à urgência da raiva. " Nunca", " deves", " sempre", "és" ... aí estão os grilhões! Aspiro o verbo "estar"! Estar numa essência que é una como o arco-íris.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Lua Adversa

  LUA ADVERSA

Tenho fases, como a lua

Fases de andar escondida, 

fases de vir para a rua... 

Perdição da minha vida! 

Perdição da vida minha! 

Tenho fases de ser tua, 

tenho outras de ser sozinha



Fases que vão e que vêm,

no secreto calendário 

que um astrólogo arbitrário 

inventou para meu uso.



E roda a melancolia

seu interminável fuso! 

Não me encontro com ninguém 

(tenho fases, como a lua...) 

No dia de alguém ser meu 

não é dia de eu ser sua... 

E, quando chega esse dia,

o outro desapareceu...


Cecília Meireles






quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Conta- me histórias...

Conta- me histórias...



Conta- me histórias daquilo que eu não vi... Dos teus sonhos realizados, daqueles que ficaram em papel mas que a cada passo remexem tuas entranhas e não te deixam dormir, dos espaços e dos cheiros que te inspiraram a ação, onde te deitaste e quando os tormentos não te largavam, as paixões nas ruas sob olhares perdidos... Conta- me... conta agora que me encontraste e que as memórias já descansaram para ver tudo de novo com maior beleza. Conta- me que eu ouço tudo com avidez das tuas fantasias e com um singelo medo de nunca estar à altura delas, mas conta- me!

terça-feira, 23 de outubro de 2012

O que eu quero...

O que eu quero é muito mais valioso que qualquer património! Quero a música no despertar e a dança no deitar, quero o verde dos campos, o azul do céu num dia de sol,nuvens brancas de diferentes formas, o cheiro da terra, a côr dos frutos, a transformação dos botões de flores, a fúria do Mar e a calma do acolher da areia, o ladrar dos cães,o espreguiçar dos gatos, letras saltitantes entre dedos e olhos, ouvir as confissões das brigas de dois amantes de vez em quando, o riso disparatado de uma asneirola de criança, a implicância de uma boa mãe... a Paz de saber que está tudo no sítio certo!

Olhos..

Um vazio..muitas lágrimas! Um poema rabiscado:


Os meus olhos nao se abrem,guardam dor bem encerrados. .cheios de água fria,gélida,pois dos teus estão desviados! Foste luz tão cobiçada, de dia, de noite nao me afastava.. Dessa chama de ilusão..deste- me Vida e seguraste- me em momentos de negrura com teus olhos belos,simples,rasgados de ternura!Olhos meigos, nessa dança avançam olhos libidos, instinto de viver.. Recuam olhos puros, olhos voo... Que arrasam todos os muros..

Olhos de agua.. Agora neste vazio.. De espaço sem retorno.. Quebrou-se o rosto, quebrou- se a fala e os olhos de agua se encheram.

Nao era esse o meu sonho.. Encontra- los cheios de água quando viam os teus tão cristalinos.. Tão intensos e eu a salvo de lamentos.

O vazio cerca- me, o vazio engole-me num Abismo .. Dou de novo de caras com o retrato de um prisioneiro do seu corpo

Onde a falta impera.. Onde os olhos esquecem .. Onde a pele acorda e pede que a encham não de sonhos mas de toque

Gostava tanto de ficar só pelos olhos de luz.. Vivendo o sorriso dentro deles

Gostava tanto de ficar sem cobrar,
e apenas sentir que os meus Olhos nada temem...
Sempre que de ti se enchem no olhar.