domingo, 18 de novembro de 2012

Dias de Sol

  Dias de Sol abrem veredas em campos minados por interrogações... Marcam destinos no indefinido pelo concerto de amenos raios... Transportam o sentir de novo para o espaço de um intuitivo Ser que se escondia receando perder- se... Dias de Sol, onde a solidão sai da sombra e se assume como parte de nós, aceitando que tudo é feito de pureza e impurezas como os mais belos berlindes...



Aida 


segunda-feira, 12 de novembro de 2012

A noite

  A noite...



A noite mascara impaciências, o fervor de vontades próprias submissas às regras do dia. Interrogo- me onde ficou a crença de um espaço Ser diferente, onde o espírito gratuitamente se dá sem bloqueios. Que pesos são estes que anulam ou constragem? Nunca deveriam anular! Na verdade não anulam porque o corpo assim me prova... Impaciência, tremo... tremo até chegar à urgência da raiva. " Nunca", " deves", " sempre", "és" ... aí estão os grilhões! Aspiro o verbo "estar"! Estar numa essência que é una como o arco-íris.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Lua Adversa

  LUA ADVERSA

Tenho fases, como a lua

Fases de andar escondida, 

fases de vir para a rua... 

Perdição da minha vida! 

Perdição da vida minha! 

Tenho fases de ser tua, 

tenho outras de ser sozinha



Fases que vão e que vêm,

no secreto calendário 

que um astrólogo arbitrário 

inventou para meu uso.



E roda a melancolia

seu interminável fuso! 

Não me encontro com ninguém 

(tenho fases, como a lua...) 

No dia de alguém ser meu 

não é dia de eu ser sua... 

E, quando chega esse dia,

o outro desapareceu...


Cecília Meireles